Cristãos eram acusados de “roubar a fé” de crianças muçulmanas que se convertiam a Jesus

O templo da Igreja do Grande Amor, em Uganda, foi forçado a fechar as portas após meses de ataques de islâmicos que apedrejaram membros da congregação. Durante um culto, a pastora Moreen Sanyu, foi atingida por uma grande pedra e desmaiou.

A congregação no distrito de Wakiso, teve as janelas quebradas em 4 de agosto, no ataque mais recente. “Eu caí e fiquei inconsciente”, disse a pastora. “Quando acordei, havia apenas alguns membros me cercando, a maiorias das pessoas havia fugido com medo.”

Sanyu ficou internada dois dias em um hospital. Quando foi para a igreja no dia 11, foi informada devia deixar o local fechado. Os membros de sua congregação, cerca de 400 pessoas, foram ameaçados pelos radicais islâmicos. Um influente sheik local acusava os cristãos de “roubar a fé” das crianças muçulamanas.

“Não podemos ver nossos filhos entrando na igreja dos infiéis”, reclamou ele. “A pastora não respeita a religião de nossas crianças inocentes e imaturas na fé islâmica… Por que devemos deixar essa igreja continuar roubando nossos membros?”

A pastora tentou argumentar que não estava “roubando” crianças, apenas falando sobre Jesus. “Eu compartilhei o Evangelho de Cristo e Seu amor pela humanidade com meus vizinhos muçulmanos, e alguns aceitaram livremente a fé cristã, especialmente quando muitas pessoas doentes pelas quais orei foram curadas”, explica Sanyu. “Eu não os enganei nem os roubei, eles livremente se juntaram à igreja.”

Após tantas ameaças e apedrejamentos, os cristãos, que são minoria na região, obedeceram às ordens e não reabriram a igreja.

“Preciso de orações e apoio material para me mudar para outra área e recomeçar neste momento difícil […] não trabalhei em vão para o Reino de Deus”, destacou Sanyu.

Embora os muçulmanos sejam apenas 12% da população total de Uganda, nas áreas onde são maioria os cristãos foram atacados em diversas ocasiões.

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